Mulheres de integrantes das Forças Armadas protestaram na manhã desta sexta-feira (7), antes do desfile do 7 de Setembro, por maior reajuste salarial aos militares. Posicionadas no primeiro palanque destinado aos populares depois do espaço das autoridades, elas mostram faixas para aqueles que vão desfilar e também para atrair a atenção da presidente Dilma Rousseff.
"É uma data estratégica porque é o momento que o Brasil consegue mostrar sua indignação", afirmou a presidente da União Nacional das Esposas de Militares das Forças Armadas Brasileiras, Ivone Luzardo.
As mulheres dos militares reclamam do reajuste concedido de 30% nos próximos três anos. Elas pedem reposição referente a perdas salariais de 135%.
Uma das faixas diz: "Dilma investe milhões em Cuba, o mensalão nada na Cachoeira, enquanto o povo brasileiro agoniza nas filas dos hospitais, os militares realizam trabalho escravo e recebem esmolas."
Outra faixa, critica o PT, partido da presidente: "Acorda, Brasil. Militar, não votem no PT. Eles querem acabar com você."
Protesto da PF
Ao lado das mulheres dos militares, um grupo de policiais federais também protestou por melhores salários. O presidente do sindicato dos policiais federais do Distrito Federal, Jones Leal, disse que os cerca de 170 agentes que estão no palanque pretendem virar de costas quando a ala da PF passar em protesto aos colegas que não boicotaram o desfile.
Ao lado das mulheres dos militares, um grupo de policiais federais também protestou por melhores salários. O presidente do sindicato dos policiais federais do Distrito Federal, Jones Leal, disse que os cerca de 170 agentes que estão no palanque pretendem virar de costas quando a ala da PF passar em protesto aos colegas que não boicotaram o desfile.
"Não vamos virar as costas para a presidente. Vamos virar as costas para os colegas que não desfilarem", disse Leal. Segundo ele, parte dos agentes da PF segue em greve por melhores salários.
"A gente respeita a presidente, jamais iríamos virar as costas para ela", completou o sindicalista. Ele chamou ainda de "pelegos" os colegas que estão participando da cerimônia.
Mulheres de militares das Forças Armadas protestam contra reajuste concedido pelo governo
Presidente do sindicato dos agentes da PF, Jones Leal
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